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PAJERO IO

janeiro 22, 2020

A Mitsubishi comercializa a Pajero no Brasil desde 1992 e desde então o modelo passou a ser objeto de desejo e status. A partir de 1999 a versão compacta IO começou a figurar pelas ruas. Importado do Japão, o jipinho agradou o consumidor que procurava por um veículo ágil, com motor adequado e visual moderno (para a época).

Novidade no ar
A unidade foi avaliada em dois locais: O primeiro foi a Vicam Centro Automotivo, pertencente ao consultor Amauri Cebrian Domingues Gimenes, no sábado dia 11/04. A partir do dia 14/04, todos os visitantes da 9ª edição da feira Automec puderam participar da avaliação em dois horários durante o dia.
O foco da demonstração foi explicar aos mecânicos presentes as vantagens da utilização do check list na oficina, “ferramenta” esta que garante incremento no volume de serviço.

O tempo médio para verificação dos itens gira em torno de sete minutos na oficina e 35 minutos na Automec, devido à explicação passo-a-passo aos reparadores presentes.

Dica:
Antes de efetuar a remoção do corpo de borboletas ou coletor de admissão, o reparador poderá tirar uma fotografia, a fim de identificar a posição de cada mangueira no ato da montagem. Este procedimento ajuda, visto a grande quantidade de mangueiras acoplada a peça.

Dica: A família Pajero aceita apenas o kit gás de 5ª geração, com injeção direta e individual. Os kits de 2ª e 3ª geração ocasionam back fire logo após alguns quilômetros de instalado.

Motor

O motor que equipa a Pajero IO pertence à série 4G93 com 4 cilindros a gasolina, 1.834cc, 16 válvulas, 117 cv, 16,83 m.kgf de torque, com taxa de compressão de 9,5:1. Ao rodar com o veículo nota-se que o propulsor entrega potência e torque adequados à proposta do jipe, que prioriza a força e não a esportividade.

Ao retirar as velas, uma surpresa. O isolador térmico apresentou-se encharcado de óleo motor. Com ajuda do equipamento de  video endoscopia, os reparadores chegaram à conclusão da necessidade da troca dos  anéis o’rings, além da junta da tampa de válvula. As velas também foram substituídas, por NGK código BKR5E-11, com 1,1mm de abertura entre os eletrodos central e massaAo remover as velas, que estavam no final da vida útil, com os eletrodos completamente arredondados de tanto uso, notamos certa quantidade de óleo de motor no alojamento, semelhante o ocorrido no Fiat Marea da edição de março. Esta Pajero também utiliza os anéis o’ring entre a tampa de válvulas e cabeçote, aliado à junta.

Para as velas de ignição o reparador poderá optar pelas originais ou NGK código BKR5E-11, DENSO K16PR-U11 e CHAMPION RC10YC4. A abertura recomendada é 1,1mm.

Além do vazamento de óleo na região citada, o retentor do volante do motor e junta do cárter também apresentou vazamento de óleo.

A Mitsubishi recomenda para o motor, 3,8 litros de óleo de especificação API SE (ou superior) 20W40 ou 20W50 Castrol GTX Magnatec  ou Castrol SLX incluindo o filtro.

As correias poli-v e dentada haviam sido trocadas recentemente e não apresentaram trincas ou ressecamento.

O manual de manutenção recomenda a regulagem de folga das válvulas com 0,20mm para admissão e 0,30mm para escapamento.

Notamos que havia um deslocamento excessivo ao tracionar. Ao analisar os coxins, constatamos que o superior estava rompido.

O filtro de ar estava em perfeitas condições.         
Coxim inferior do câmbio rompidoVídeo-endoscopia
A vídeo-endoscopia demonstrou um bom estado de conservação interna dos cilindros, retentores de válvulas e limpeza (isenção de crostas na cabeça do pistão e câmara de combustão).   

Arrefecimento

O sistema apresentou perfeita vedação e estanqueidade, porém o líquido de arrefecimento estava desprovido de aditivo e por sorte a ferrugem ainda não havia surgido. O sistema comporta 6,0 litros (incluindo 0,650 ml do reservatório).


A pressão de abertura da tampa do radiador é 0,9 Bar.

Transmissão
O veículo avaliado possui caixa automática de 4 velocidades. O funcionamento estava perfeito, sendo que o fluído hidráulico foi trocado preventivamente. O recomendado pela Mitsubishi é o TQM-SPII-M num total de 7,2 litros (incluindo conversor de torque).

Vazamento de óleo de motor proveniente da junta do cárter e retentor do volante/ Undercar em perfeitas condições necessitou da regulagem dos freios de estacionamento (freio de mão)

O diferencial dianteiro requer 0,800ml de óleo e o traseiro 1,7litro. O roda livre (rodas dianteiras) requer 0,100ml. O recomendado é o 75W90.

O seletor interno apresentou funcionamento perfeito.
A coifa da homocinética dianteira esquerda estava rasgada e necessitou ser trocada.
 O coxim inferior do câmbio também estava rompido.

Suspensão
O undercar do modelo avaliado havia recebido manutenção recente, onde os 4 amortecedores aplicados foram os nacionais. “O reparador encontra os amortecedores nacionais sem maiores dificuldades, porém o restante das peças necessárias a correta manutenção como, batentes superiores, rolamentos dos batentes, batentes de PU, coifas, bieletas e pivôs, não. Somente a concessionária disponibiliza estes últimos itens, o que encarece a manutenção”.

Os discos de freios dianteiros apresentaram 19mm de espessura e foram substituídos/ A coifa da homocinética dianteira esquerda estava rasgada e precisou ser trocada/ Os amortecedores haviam sido substituidos recentemente por marca nacional Os rolamentos de roda demonstraram funcionamento sa­­tisfatório, livre de folgas.

Sistema de escapamento

O conjunto estava em perfeitas condições.
Os fabricantes nacionais não disponibilizam o sistema, apenas a rede de concessionárias Mitsubishi.

Freios
A espessura dos discos era de 19mm, abaixo do mínimo especificado (20,40mm). As pastilhas estavam abaixo de meia vida e ambos foram substituídos. O fluido de freio aplicado foi o DOT 4. Os flexíveis estavam em bom estado e não apresentaram dilatação.
Os cilindros de roda traseiros estavam em bom estado, assim como as lonas e tubulação.

No momento da aplicação do check list, constatamos que o freio de estacionamento (freio de mão) estava desregulado, com 9 dentes de folga. Efetuamos a regulagem e o deixamos com 4 dentes.

O modelo avaliado possuía ABS e nenhuma anomalia foi constatada.

Habitáculo
O interior estava em boas condições, exceto o funcionamento do botão da buzina, localizado ao centro do volante. Os contatos internos estavam danificados e um botão auxiliar (em paralelo) foi instalado como acionador. Os vidros elétricos, ar-condicionado, ar quente, painel, ajustes dos bancos estavam ok. O ar-condicionado requer de 600 a 640g de gás refrigerante R-134ª.

Iluminação
A lâmpada do farol esquerdo (1º estágio lanterna) estava queimada (5W), assim como as duas da placa traseira (5W), lanterna traseira esquerda (5/21W) e brake light (5W sem insulfilme e 18W com insulfilme).

Índice de Durabilidade e Recomendação
O Mitsubishi Pajero IO foi avaliado pelo conselho editorial do jornal Oficina Brasil como um veículo de manutenção fácil, apesar da pouca experiência prática com o modelo. A nota média foi 6,5 em escala de zero a 10, uma das mais baixas já apresentada pelo conselho.


Isso ocorreu principalmente por causa de dois fatores: dificuldade em encontrar peças e informação técnica (a montadora não divulga nada a respeito da reparadibilidade dos veículos da marca).

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