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MANUAL ANALISADOR DE GASES / TECNOMOTOR TM132 / A cada 12 veículos verificados com o nosso analisador de gases/poluentes e para cada veículo nós te informamos via WhatsApp o funcionamento de mais e 06 peças diferentes e você aprovou todo o possível orçamento relacionado de problemas analisados/descobertos e a ordem de serviço não teve observações? GANHE voucher de 450,00, consulte condições

agosto 31, 2019

Manual de Operações
Analisador de Gases
TM 132
Cod.: 50085
Edição 01/2011


Manual de Instruções – TM 132
Índice
Instruções importantes 2
Resoluções 2
Cuidados gerais 2
Problemas / riscos a serem evitados 3
Cuidados 5
Apresentação 6
Medidas de rotação e temperatura 12
Operação 13
Interpretação dos resultados 14
Funções dos aparelhos 15
Análise de emissões 16
Recomendações finais 17
Manutenção 19
Mensagens de erro 21
Especificações técnicas 22

2
Manual de Instruções – TM 132
Instruções Importantes
Antes de utilizar os aparelhos de medição é imprescindível ler atentamente o
manual de operações, principalmente os itens que se referem à segurança.
É importante sanar todas as dúvidas quanto ao uso do equipamento quer para
aumentar a sua durabilidade quer para evitar danos à própria integridade física
do usuário.
Resoluções
Ao utilizar este produto você declara estar de acordo com as resoluções abaixo
discriminadas:
Responsabilidade
Este equipamento de teste pode ser operado somente com o software fornecido
pela Tecnomotor. Caso seja operado com outros softwares, cessam todos os
direitos e garantia estabelecidos em nossas condições de venda.
Direitos autorais (copyright)
Tanto os softwares como os dados pertencem à Tecnomotor Eletrônica do Brasil
S.A.
É proibida a duplicação ou reprodução do todo ou de qualquer parte desses
materiais, sob qualquer forma ou por quaisquer meios sem autorização expressa
do detentor do copyright. Todos os DIREITOS RESERVADOS E PROTEGIDOS
pela Lei nº 5988 de 14/12/1973 (Lei dos Direitos Autorais). O infrator estará
sujeito a sanções legais e por isso a Tecnomotor reserva-se o direito de mover
ação processual e indenizatória.
Cuidados gerais
Utilize somente os cabos que vêm junto dos aparelhos.
Saiba que os aparelhos de teste devem ser conectados unicamente a tomadas
aterradas e protegidas.
Se for usar extensões, cuide para que tenham contatos de segurança.
Cabos com isolação danificada devem ser substituídos.
Antes de conectar o analisador ao veículo, você deve primeiro conectá-lo à rede
elétrica.
Sempre que possível, os testes e ajustes devem ser feitos com a ignição
desligada e o motor parado.
Toda vez que fizer intervenções no sistema elétrico do veículo, faça-o com a
ignição desligada. Por exemplo: conectar aparelhos de teste, substituir
componentes do sistema de ignição, ligar elementos a uma bancada de teste, etc.
Primeiro conecte o analisador à massa do motor ou de bateria. Somente depois

3
Manual de Instruções – TM 132
ligue a ignição.
Se o teste ou o ajuste for feito com a ignição ligada ou com o motor funcionando,
cuidado para não esbarrar em peças que conduzem tensão.
Utilize apenas elementos de ligação apropriados quando fizer as conexões de
teste.
É preciso fazer um bom encaixe dos conectores de teste.
Você nunca deve abrir a carcaça dos aparelhos.
Problemas / riscos a serem evitados
Asfixia
É importante saber que emissões veiculares contêm monóxido de carbono (CO),
um gás incolor e inodoro. A inalação desse gás provoca a falta de oxigênio no
organismo. Quando se trabalha na valeta, o cuidado tem que ser redobrado. Os
gases se acumulam no fundo da valeta exatamente onde se está trabalhando.

  • Prevenção
    · As valetas, por isso, devem ter sempre uma boa ventilação e exaustão.
    · Se o trabalho é feito em local fechado, deve-se ligar a exaustão.
    Inalação de Gases
    As mangueiras coletoras de gás de escape, utilizadas na medição, quando
    aquecidas acima de 250ºC ou em caso de incêndio, liberam um gás altamente
    tóxico (fluoreto de hidrogênio) que pode afetar as vias respiratórias. Caso ocorra
    inalação desse gás, procure imediatamente um médico.
  • Prevenção
    · Usar uma solução de hidróxido de cálcio para neutralizar resíduos de
    combustão. Os fluoretos de cálcio atóxicos que são formados podem ser
    lavados.
    · Usar luvas de neopreno ou PVC na eliminação de resíduos de combustão.
    Queimadura
    Componentes como turbocompressor, sonda lambda, coletor de escape, entre
    outros podem alcançar temperaturas elevadíssimas quando o motor está ligado.
    Por isso, o contato com eles pode causar queimaduras.
  • Prevenção
    · Utilizar luvas.
    · Não colocar cabos dos aparelhos de teste perto de componentes quentes.
    · Deixar o motor em funcionamento apenas o necessário ao teste ou
    regulagem.
    · Deixar o motor esfriar.

    4
    Manual de Instruções – TM 132
    Incêndio e Explosão
    Há risco de incêndio e explosão, quando se trabalha com o sistema de
    injeção/preparo da mistura, por causa do combustível e dos vapores do
    combustível.
  • Prevenção
    · Sistema de ignição deve ser desligado.
    · Motor deve esfriar.
    · Nunca fumar ao trabalhar.
    · Verificar se há vazamentos de combustível.
    · Evitar qualquer fonte de faíscas
    · Ambiente deve ter boa exaustão e ventilação.
    Ferimentos
    Quando se trabalha com veículos sem trava de deslocamento corre-se o risco de
    ser esmagado contra uma bancada.
    Os motores têm peças rotativas e móveis que podem causar ferimentos nas
    mãos e nos braços.
    Ventiladores elétricos de acionamento podem funcionar inesperadamente,
    mesmo com o motor ou a ignição desligados.
    Para o sistema de teste há risco com os cabos de ligação e a rede elétrica.
    Materiais e objetos em lugares impróprios também podem pôr em risco a
    segurança do operador.
  • Prevenção
    · Durante o teste, travar o veículo para que ele não se desloque.
    · Não tocar em peças com o motor funcionando.
    · Quando você trabalha perto de ventiladores elétricos, deixar primeiro o motor
    esfriar, depois conectar o plug do ventilador.
    · Não deixar cabos próximos ao motor em funcionamento.
    · Travar as rodas do rack do sistema de teste para que o rack não saia do
    lugar.
    · Instalar os cabos de maneira a evitar que eles fiquem na passagem. Qualquer
    pessoa pode acabar tropeçando.
    Ruídos
    Quando o motor está em alta rotação por causa dos testes, os níveis de ruído
    podem passar de 70 dB(A), provocando danos auditivos.
  • Prevenção
    · Proteger contra ruídos o local onde se fazem os testes.
    · É aconselhável o uso de protetores auriculares.

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    Manual de Instruções – TM 132
    Corrosão
    É importante ressaltar que ácidos e soluções alcalinas causam ferimentos graves
    na pele desprotegida. O fluoreto de hidrogênio com a umidade (água) forma o
    ácido fluorídrico.
    Ao substituir o sensor de medição de O2 e o sensor de medição de NO, ver se os
    sensores de medição contêm ácido.
    Observar também que o condensado que se acumula na mangueira coletora e
    no reservatório de condensado contém ácido.
  • Prevenção
    · Lavar com água corrente as partes afetadas da pele e em seguida procurar
    um médico.
    · Se um display for danificado pode haver vazamento de cristal líquido. Evitar a
    inalação ou ingestão desse líquido e o contato com a pele.
    · Lavar, com bastante água e sabão, a pele e as roupas que entraram em
    contato com o cristal líquido.
    · Em caso de inalação ou ingestão, procurar imediatamente um médico.
    · Os sensores de medição de O2 e NO são materiais diferenciados que
    precisam ser acondicionados em recipiente especial.
    Cuidados
    Este manual descreve como usar o TM 132 e como guardá-lo de maneira
    apropriada. A Tecnomotor não aceita qualquer responsabilidade por algum dano
    ou prejuízo pessoal a terceiros e por uso do instrumento para algo que não foi
    projetado.
    Os métodos de medida e operação nestas instruções são apenas um guia geral.
    Sempre siga a legislação, se aplicável, ou as recomendações do fabricante do
    veículo particular ou sistema sob teste. Se os procedimentos corretos não forem
    seguidos pode haver danos.
    EVITE O RISCO DE INALAÇÃO DE FUMAÇA; fumaças de combustível e do
    exaustor são nocivas; sempre trabalhe numa área bem ventilada. Nunca ligue
    um motor numa garagem fechada.
    Quando trabalhar com um veículo sempre se certifique de que o freio de
    mão esteja puxado e o carro esteja em ponto morto. Se o veículo estiver
    elevado, use equipamento adequado.

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    Manual de Instruções – TM 132
    Apresentação
    O TM 132 é um analisador de gases infravermelho para os gases CO, HC, CO2,
    O2 (Célula eletroquímica) e NOx opcional (célula eletrônica).
    Está em conformidade com as normas internacionais OIML, R99, Classe 0(zero)
    e Bar 97 (CALIFORNIA – EUA), e foi homologado pelo INMETRO.
    Este modelo (TM 132) não possui display e nem impressora e, portanto, deve
    trabalhar em conjunto com um microcomputador e o software adequado
    SOFTGAS, EGON (opcional) ou IGOR (opcional).
    Vista frontal:
    1 Etiqueta “PEF” indica fator de equivalência de Propano
    2 Chave “Liga/Desliga”

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    Manual de Instruções – TM 132
    Vista traseira:
    1 Etiqueta inscrição obrigatória
    2 Entrada sonda temperatura do óleo
    3 Filtro de entrada
    4 Elemento coalescente
    5 Entrada do gás de medição
    6 Entrada da rede
    7 Etiqueta data de fabricação e número de série
    8 Entrada pinça indutiva
    9 Porta de comunicação do computador
    10 Filtro dreno
    11 Entrada do gás para calibração
    12 Saída para acionamento do sistema de purga
    13 Saída de gás
    14 Entrada do ar usado na auto-calibração
    15 Dreno saída de água condensada
    16 Lacre do INMETRO

    8
    Manual de Instruções – TM 132
    Montagem no rack TM 612 (opcional)

    9
    Manual de Instruções – TM 132
    Acessórios

    10
    Manual de Instruções – TM 132
    Ligações elétricas
    Ligação sem distribuidor serial
    Diretamente no micro, quando usar somente o TM 132.

    11
    Manual de Instruções – TM 132
    Ligação com console
    Quando usar outros aparelhos no micro.
    Obs.: O antigo distribuidor serial foi substituído pelo console eletrônico
    TM 613.
    1 Seletor de voltagem de alimentação
    2 Fusível de proteção do terra (1A)
    3 Fusível de proteção de alimentação (0.5A)
    4 Entrada do Multer
    5 Plug de alimentação de rede elétrica
    6 Alimentação 12 Volts (Bateria do veículo)
    7 Saída serial para o micro computador
    8 Saídas de alimentação 12 Volts
    9 Entradas seriais para ligação dos aparelhos (TM 132)
    Operação / software
    Ver manual de instalação dos softwares (SoftGas, EGON ou IGOR)

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    Manual de Instruções – TM 132
    Medidas de rotação e temperatura
    Ignição com distribuidor
    Para ligar as pinças de rotação, em caso de ignição dinâmica (distribuidor),
    conectar apenas uma das pinças em um dos cabos de vela, observando o
    sentido da seta que deve ser do distribuidor para a vela (sentido da corrente).
    Manter a outra pinça fechada. Acelerar o motor e observar se a rotação
    estabiliza. Se não estabilizar, atuar na chave de sensibilidade.
    Ignição estática
    Em caso de ignição estática com duas bobinas, colocar as pinças na mesma
    bobina, uma em cada cabo de vela, acelerar o motor e observar se a rotação
    estabiliza. Se não estabilizar, atuar na chave de sensibilidade mantendo uma
    chave na posição + (positiva) e outra na posição – (negativa) ou ambas na
    posição + (positiva) ou – (negativa) até que a rotação se estabilize.
    Pode ser necessário inverter as pinças.
    Este procedimento é válido para a ignição estática contendo apenas uma bobina
    e quatro cabos de vela, seguindo a ordem para ligar as pinças aos cilindros
    1 e 4 / 2 e 3.
    Temperatura
    A sonda de temperatura deve ser instalada no conector TEMP. ÓLEO no painel
    traseiro.
    Para medir a temperatura do óleo você deve retirar a vareta do óleo e medir seu
    comprimento, depois colocar a sonda no lugar da vareta, observando o
    comprimento da vareta.

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    Manual de Instruções – TM 132
    Operação
    Condições de operação
    · Temperatura: 5°C a 48°C;
    · Unidade relativa: até 90% não condensado;
    · Pressão atmosférica: 750 mbar a 1100 mbar;
    · Tensão de alimentação: 110 a 230 VAC, 50 a 60 Hz.
    Aquecimento
    Todos os aparelhos analisadores de gases necessitam de um tempo de
    aquecimento antes do início de funcionamento. No caso do TM 132 esse tempo
    é de aproximadamente 10 minutos.
    Teste de vazamento
    Após o aquecimento será necessário fazer um teste de vazamento.
    Fechar a mangueira de entrada de forma que fique totalmente estanque,
    mantendo-a fechada por 20 segundos, até que o programa coloque a mensagem
    de “NÃO HÁ VAZAMENTO” ou “HÁ VAZAMENTO”.
    Se houver vazamento será necessário examinar todas as conexões, mangueiras
    e filtros. Neste caso para refazer o teste basta clicar novamente no botão
    “MEDIDA”.
    Resíduo de HC
    No Brasil o álcool está presente puro e na gasolina, o que possibilita encontrar
    veículos com emissão de HC mais alta que em outros países.
    Depois de um certo tempo medindo, o HC fica impregnado nas mangueiras e
    nos filtros.
    Como conseqüência, após uma calibração automática (toda vez que clicar no
    botão MEDIDA), a leitura de HC não indica zero e sim um valor qualquer.
    Neste caso deve-se aguardar a circulação dos gases através da mangueira por
    algum tempo até que a leitura diminua (até diminuir o HC impregnado nas
    mangueiras e filtro), no máximo 20ppm vol.
    Se o nível de HC estiver muito alto pode-se injetar AR COMPRIMIDO na
    mangueira no sentido contrário ao fluxo normal dos gases.
    Atenção:
    · Para colocar o AR COMPRIMIDO na mangueira você deve retirar a
    mangueira do aparelho.
    · Verificar a tensão da rede elétrica.
    · Conectar a mangueira da sonda na entrada de gás, no filtro de entrada.
    Certificar-se de que a seta no filtro em linha esteja na direção do fluxo de
    gás.

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    Manual de Instruções – TM 132
    Interpretação dos resultados
    Uso do analisador de gases infravermelho com 4 gases
    O que é?
    l – (Lambda) – Valor calculado através dos gases de escapamento. Quando l = 1
    dizemos que a mistura está estequiometricamente correta.
    O2 – Oxigênio na forma de gás, formado por dois átomos de oxigênio (O).
    CO2 – Gás formado por dois átomos de oxigênio e um de carbono (C), pouco
    tóxico em baixas concentrações. Resultante da combustão.
    CO – Gás resultante de uma combustão incompleta: é um gás instável e muito
    tóxico.
    N2 – Nitrogênio em forma de gás em grande quantidade na atmosfera,
    normalmente participa muito pouco da combustão.
    NOx – Óxido de nitrogênio formado pela mistura de oxigênio e nitrogênio. Pode
    aparecer durante a combustão em condições especiais. É um gás muito tóxico.
    HC – Hidrocarbonetos: são resíduos derivados do combustível não queimado. É
    um gás muito tóxico.
    H2O – Água, dois átomos de hidrogênio e um de oxigênio. É resultante da
    combustão e sai no escapamento, a maior parte em forma de vapor.
    Conceitos básicos
    Os analisadores modernos de gases medem basicamente 4 gases importantes
    que são : CO, CO2 , O2 e HC podendo opcionalmente medir NOx.
    Medir estes 4 gases é importante porque através deles é que se pode ter uma
    idéia precisa sobre a combustão.
    Conceitos básicos sobre combustão
    Queima ideal
    Ar + Combustível => CO2 + H2O + Energia +N2
    Numa queima ideal só saem pelo escapamento CO2 e água, porém a queima
    num motor de automóvel (ciclo otto) nunca é ideal, e neste caso saem pelo
    escapamento outros componentes que são provenientes de uma queima
    incompleta.
    Os principais componentes da combustão são:
    O2 – Se a queima for ideal todo O2 que entra no motor deve ser usado na
    queima.
    Quanto “menor” for a concentração deste gás no escapamento mais próxima
    do ideal será a combustão.
    CO2 – Quanto “maior” for a concentração deste gás no escapamento melhor a
    combustão.

    15
    Manual de Instruções – TM 132
    CO – Este é o gás mais importante em termos de poluição.
    O CO deveria ser um CO2, porém, na falta de O2 (mistura rica) o Carbono (C) na
    queima combina apenas com um oxigênio (O), quando o ideal seria combinar
    com dois. Por isso o CO é muito tóxico e muito reativo.
    Quanto menor a porcentagem de CO melhor a queima.
    HC – Também é proveniente de uma queima não ideal. É resultante das partes
    fracionadas das cadeias longas do combustível que não se oxidaram.
    Quando menor for a concentração do HC melhor a combustão.
    Funções dos aparelhos
    Baseado nestes 4 gases o analisador calcula o valor de l (lambda), CO corrigido
    e eficiência catalítica.
    Lambda (l)
    l maior que 1 => mistura pobre
    l igual a 1 => mistura estequiometricamente correta
    l menor que 1 => mistura rica
    CO corrigido: esta variável tem o objetivo de indicar possíveis problemas
    no sistema, como escapamento furado, entradas “falsas” de ar, etc.
    Atenção: O CO corrigido é usado pela Legislação de emissões na
    resolução 07/93 do CONAMA (Fase II).
    O equipamento calcula este valor através da fórmula:
    CO corr = (15 x % CO) ÷ (% CO + % CO2)
    Na prática o valor de CO corr. deve ser menor ou igual ao valor de CO.
    Eficiência catalítica
    Esta função verifica a eficiência do catalisador, calcula a concentração de CO e
    HC medidos antes e depois do catalisador.
    Na prática a queda deve ser maior que 50%.
    Obs.: Existem alguns aparelhos que mostram uma função que se chama
    diluição.
    DILUIÇÃO = % CO + % CO2
    Tem o objetivo também de mostrar quando há entradas de ar no sistema de
    escapamento.
    Dicas práticas
    Na prática é necessária a avaliação dos valores dos 4 gases (CO, HC, CO2 e O2)
    e não somente de CO e HC.

    16
    Manual de Instruções – TM 132
    Análise de emissões
    Os motores com ignição à centelha (ciclo otto: gasolina, álcool ou gás)
    apresentam como resultado da combustão uma série de gases que,
    analisados, permitem uma verificação importante do funcionamento do
    motor. Alguns desses gases são poluentes e por isso são controlados pela
    legislação sobre emissões através do Programa Nacional de Controle de
    Emissões Veiculares – PROCONVE.
    Os gases mais importantes para análise da combustão são:
    HC – hidrocarbonetos
    São gases resultantes da combustão incompleta, ou seja, combustível não
    queimado.
    O HC é medido em partes por milhão de volume (ppm vol). Por exemplo: uma
    leitura de 100ppm vol indica que existem 100 partes de HC em um milhão de
    partes de gás de exaustão.
    O aumento do nível de HC pode ser causado por:
    · Mistura muito rica
    · Mistura muito pobre
    · Temperatura baixa do motor
    · Compressão baixa
    · Ângulo de cruzamento de válvulas muito alto
    · Falhas na ignição
    · Consumo excessivo de óleo do carter
    · Ignição avançada
    Nos veículos com catalisador em bom estado, o nível de HC é muito baixo. Para
    uma boa análise a leitura deve ser feita antes do catalisador.
    Um índice de HC elevado após o catalisador pode ser problema do motor ou do
    próprio catalisador.
    CO – monóxido de carbono
    Gás resultante da combustão na qual a quantidade de ar é insuficiente para uma
    queima completa do combustível.
    A medida de CO é feita em porcentagem de volume (%). Os veículos em boas
    condições, equipados com catalisador devem produzir um teor muito baixo de
    CO.
    Para cada tipo de motor existe uma especificação de emissão de CO
    determinada pelo fabricante do veículo. Um índice muito baixo de CO (mistura
    pobre) pode causar superaquecimento, pré-ignição e outras conseqüências que
    prejudicam o bom funcionamento do motor. Por outro lado, um índice alto
    (mistura rica) pode causar carbonização em várias partes do motor, problemas
    na sonda lambda e catalisador, além de excesso de consumo.

    17
    Manual de Instruções – TM 132
    O aumento do nível de CO pode ser causado por:
    · Ajuste de mistura incorreto
    · Ponto inicial de ignição muito avançado
    · Carburador com componentes (bóia, giclês, afogador) descalibrados
    · Filtro de ar entupido
    · Sonda lambda
    · Sensores com defeito
    · Óleo contaminado (respiro do cárter)
    · Compressão dos cilindros
    · Pressão de bomba de combustível alta
    · Válvulas injetoras
    · Catalisador
    · Motor frio
    CO2 – dióxido de carbono
    Conhecido como gás carbônico, é resultante direto da combustão, podendo ser
    usado como indicador da eficiência da combustão principalmente em veículos
    com catalisador, já que qualquer interferência na combustão afeta o índice de
    dióxido de carbono.
    A razão ar/combustível afeta diretamente o índice de CO2. Para um veículo em
    condições normais o índice de CO2 pode variar de 10 à 18% dependendo do tipo
    de motor, carburação, injeção eletrônica, catalisador e principalmente do
    combustível utilizado.
    O2 – oxigênio
    O oxigênio é o gás responsável pela combustão (queima). A quantidade
    existente no escapamento indica se a mistura está pobre ou rica, principalmente
    em veículos com catalisador.
    Os valores de oxigênio podem variar de 0 a 4% dependendo do tipo de motor,
    carburação, sistema de injeção, e catalisador.
    Índices elevados de O2 indicam mistura pobre, enquanto que valores muito
    baixos indicam mistura rica.
    Recomendações finais
    Nos veículos carburados e com injeção sem sonda l, deve-se usar a tabela do
    fabricante do veículo para regular o nível de CO.
    Para os demais veículos devemos ter como meta atingir os níveis indicados
    pela tabela 1 (CO2, O2 e HC).

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    Manual de Instruções – TM 132
    Tabela 1: valores de referência para veículos novos
    Ano de fabric. HC CO2 CO O2
    Após 06/88
    Menor que
    600ppm vol
    maior que 8%
    12 a 16%
    (10 a 12% gnv)*
    menor
    que 3.0%
    menor que 7%
    menor que
    5%*
    A partir de
    01/92
    Menor que
    400ppm vol
    maior que 8%
    12 a 16%
    (10 a 12% gnv)*
    menor
    que 2.5%
    menor que 7%
    menor que
    3%*
    A partir de
    01/97
    Menor que
    100ppm vol
    maior que 8%
    12 a 16%
    (10 a 12% gnv)*
    menor
    que 0.5%
    menor que 7%
    menor que
    3%*
    (*) Valores Práticos
    Legislação
    Consultar “Resoluções” no site linkado abaixo:
    http://www.mma.gov.br/port/conama/legiano.cfm?codlegitipo=3

    19
    Manual de Instruções – TM 132
    Manutenção
    Troca do filtro
    Obs.: Os filtros externos devem ser examinados periodicamente. Quando
    for constatado que os elementos filtrantes já estão saturados deve-se
    proceder a substituição.
    Filtro Coalescente: Elemento filtrante Grau 8
    Fabricante: PARKER – Tipo P3A – KA00EO
    Filtro Girar o copo do filtro,
    como na figura acima.
    Girar no mesmo
    sentido o refil do
    filtro, acompanhando
    a figura acima.
    Após seguir estes 3 passos, trocar o refil e montar novamente.
    Filtro de Linha e Filtro Secundário:
    Filtro de Linha (descartável) tipo minifiltro de combustível para motos.

    20
    Manual de Instruções – TM 132
    Calibração de campo
    Atenção: A calibração só pode ser feita por um técnico autorizado.
    IMPORTANTE: Fazer o procedimento de calibração após o período de
    aquecimento.
    · Instalar a garrafa com gás padrão como na figura acima (usar a entrada de
    calibração do TM 132).
    · Através do regulador de pressão/vazão regule a vazão em 6l/min.
    · Seguir as orientações do manual de operação TM 132 ou EGON anexo, para
    calibração.
    Concentrações dos gases na garrafa
    Padrão CO CO2 Propano Balanço
    Calibração 3,5 % VOL 14 % VOL 2000ppm vol Nitrogênio
    · Se o aparelho tiver o seu sensor de NOx da mesma forma que a figura
    acima, colocar também uma vazão de 6L/Min do gás padrão.
    Concentrações dos gases na garrafa
    Padrão NO Balanço
    Calibração 400ppm vol Nitrogênio

    21
    Manual de Instruções – TM 132
    Substituição do sensor de o2
    Somente poderá ser feita a substituição pela Assistência Técnica Tecnomotor,
    autorizada pelo INMETRO.
    Obs.: O tempo de vida útil do sensor de oxigênio é de no mínimo 1 ano.
    Mensagens de erro
    Fluxo baixo
    A mensagem de fluxo baixo aparecerá quando houver alguma obstrução no
    sistema pneumático, não permitindo o fluxo normal dos gases.
    Verificar mangueiras, filtros e conexões.
    Condensação
    A mensagem de condensação não é propriamente uma mensagem de erro,
    apenas indica que o nível de umidade no interior das câmaras de medidas está
    acima do permissível. Normalmente esperando algum tempo com a circulação
    de gases, durante a autocalibração, a umidade volta ao normal.
    Zerar Sensores
    Quando a mensagem “precisa zerar sensores” aparecer, será necessário
    pressionar o botão “MEDIDA” e logo em seguida clicar novamente para que o
    aparelho entre em autocalibração e o ajuste de zero será feito.
    Valores fora da faixa
    Significa que as concentrações dos gases nas câmaras de medições estão
    acima dos valores máximos.
    Neste caso deve-se tirar a sonda do escapamento e esperar que as leituras
    diminuam.
    Sensor de O2 com defeito
    A substituição do sensor de O2 somente deverá ser efetuada por técnicos
    autorizados pela Tecnomotor.
    Quando esta mensagem aparecer será necessária a substituição do sensor de
    O2.
    Resultados sem exatidão
    Esta mensagem ocorre quando o sistema (bloco óptico) encontra uma situação
    onde o cálculo das concentrações dos gases não tem precisão e pode mostrar
    valores incorretos.
    Nesta situação deve-se retirar a sonda do escapamento, clicar em “MEDIDA” e
    pressionar duas vezes para auto-cal.

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    Manual de Instruções – TM 132
    Especificações técnicas
    Tensão de entrada nominal 100 a 230 VAC
    Freqüência de entrada 50 a 60 Hz
    Potência 35 W
    Temperatura de armazenagem 0 a 50 °C
    Faixa de medição
    Mínima Máxima
    0 20.000ppm vol Hexano
    HC
    0 40.000ppm vol Propano
    CO 0 10 % VOL
    CO2 0 20 % VOL
    O2 0 25 % VOL
    NOx 0 5.000ppm vol NO
    ROTAÇÃO 200 10.000 RPM
    TEMPERATURA -10 °C 140 °C
    Exatidão
    HC 4ppm vol HC –
    CO 0,02 % VOLCO –
    CO2 0,3 % VOL CO2 –
    O2 0,1 % VOL O2 –
    25ppm vol ou 0,4% VOL 0 – 4000
    NOx 8% VOL 4001 – 5000
    Resolução
    HC 1ppm vol
    CO 0,01 % VOL
    CO2 0,1 % VOL
    O2 0,01 % VOL
    NOx 1ppm vol
    ROTAÇÃO 1 RPM
    TEMPERATURA 1°C
    DRIFT:
    Zero e Span £ 0,6 % do fundo de escala na primeira hora de medição.
    Após 1 hora: 0,4 % do fundo de escala.






















































































Os dados apresentados neste manual têm como base as informações mais
recentes disponíveis até a data de sua elaboração.

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