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APOSTA NO SETOR AUTOMOTIVO

agosto 28, 2019

“Entre 2010 e 2011 percebemos que o nosso processador poderia atender a uma demanda da indústria automotiva. A Tesla foi nosso primeiro cliente e fizemos um trabalho em conjunto com eles, ouvindo as necessidades e melhorando. Isso chamou a atenção das outras empresas”, conta Marcio Aguiar, gerente de desenvolvimento da Nvidia para a América Latina. Segundo ele, os negócios globais avançaram, mas no Brasil a companhia ainda não trabalha tão próxima do setor automotivo. “Falta independência nos projetos para que as empresas possam inovar localmente. Muitos precisam esperar o avanço vir da matriz”, diz.

O executivo concorda que a evolução do carro autônomo não vai partir do Brasil, mas aponta que há uma série de oportunidades para a indústria local que nem sempre são plenamente aproveitadas. Segundo ele, é possível usar as ferramentas da Nvidia para acelerar o processo de desenvolvimento de um carro ou para melhorar o uso dos dados em fábricas.

“O meu grande papel no Brasil é engajar pessoas para que possamos trabalhar juntos e desenvolver soluções para as necessidades da indústria”, diz Aguiar.

A operação local da Nvidia é pequena e conta com cerca de 30 profissionais, um nada perto dos 14 mil que compõe o quadro global da companhia. Aguiar reconhece que não é simples levar as soluções da companhia para as operações brasileiras das montadoras. “É curioso porque fornecemos para todas globalmente”, diz.

Por isso, ele repete no Brasil um trabalho que a empresa já se empenha em fazer globalmente: se aproximar da comunidade científica. “Fazemos uma série de eventos em universidades e instituições de ensino. Investimos para melhorar a formação porque as empresas precisam de novas competências dos profissionais e estas pessoas serão nossos clientes no futuro”, diz, destacando uma das necessidades geradas pela forte transformação nos negócios automotivos.

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